quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qual o Real Significado do Verdadeiro Amor?

[...] Isso não garantia que ele iria viver até uma idade avançada, mas garantia uma chance de lutar, e isso é tudo que eu desejava para ambos. Queria que eles fossem felizes. Queria que ela fosse feliz. E, pelo que eu tinha testemunhado hoje, eles eram. Vim porque precisava saber se tinha tomado a decisão certa ao vender as moedas por causa do tratamento de Tim; se tinha feito bem em nunca mais entrar em contato com ela. E, dali de cima, soube que a resposta era sim.
     Vendi a coleção porque finalmente compreendi o que o verdadeiro amor realmente significa. Tim havia me dito, e me mostrado, que o amor significava pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa quão dolorosa seja sua escolha. Saí do quarto de hospital de Tim sabendo que ele estava certo. Mas fazer a coisa certa não foi fácil. Hoje em dia, levo a vida completa. sei que meu sentimento por Savannah nunca mudará, e sempre terei dúvidas sobre a escolha que fiz.
     E às vezes me pergunto se Savannah sente o mesmo. O que, naturalmente, explica o outro motivo pelo qual vim a Lenoir. 
  
   *****

     Olho para o rancho quando a noite cai. É a primeira noite de lua cheia e, para mim, as lembranças virão. Sempre vêm. Prendo a respitação quando a lua começa sua lenta ascensão sobre as montanhas, o brilho leitoso contornando o horizonte. As árvores se tornam prata líquida, e embora eu deseje mergulhar nas memórias agridoces, viro-me para observar o rancho novamente.
     Durante muito tempo, espero em vão. A lua continua sua lenta trajetória pelo céu. Uma a uma, as luzes da casa se apagam. Concentro-me ansiosamente na porta da frente, esperando pelo impossível. Sei que ela não vai aparecer, mas não consigo me forçar a ir embora. Inspiro lentamente, na esperança de chamá-la para fora. E quando finalmente a vejo sair da casa, sinto um formigamento estranho na coluna, algo que nunca tinha experimentado antes. Ela para na escada, e então se vira parecendo olhar na minha direção. Congelo sem motivo, sei que é impossível ela me ver. De onde estou, observo Savannah fechar a porta silenciosamente atrás de si. Ela desce lentamente os degraus e vaga pelo jardim.
     Ela para e depois cruza os braços, olhando para trás, para se certificar de que ninguém a seguiu. Finalmente, parece relaxar. Então, sinto como se estivesse presenciando um milagre, como, bem devagar, ela ergue o rosto para a lua. Eu a vejo sorver a imagem da lua cheia, inundada pelas memórias libertas, não desejando nada além de fazê-la saber que estou aqui. No entanto, fico onde estou e também olho para a lua. Por um breve instante, é como se estivéssemos juntos de novo.

   Querido John, Nicholas Sparks.


Nenhum comentário:

Postar um comentário